Cerâmica Tradicional Portuguesa

Cerâmica Tradicional Portuguesa

A cerâmica tradicional portuguesa tem nas suas origens as diversas civilizações e culturas milenares que ocuparam e passaram pela Península Ibérica.

Cerâmica Tradicional Portuguesa – Origens

Na tradição portuguesa da cerâmica, pode-se encontrar sinais das gerações romanas, dos árabes, visigodos e celtas. Os processos de fabrico, os componentes decorativos e as formas e funções dos artefactos transmitem bastante sobre as suas origens. No começo do Séc. XVI constata-se o aparecimento de testemunhos em forma de documentos da existência das cerâmicas vidradas, mais exactamente das faianças portuguesas.

Em meados do Séc. XVII surge a louça muito desenhada, com bastantes imagens pequenas, paisagens, flora, fauna e construções típicas chinesas, tendo sido denominado este tipo de decoração de “desenho miúdo”.

No final do Séc. XVII tem início na Holanda peças feitas manualmente, as faianças, as quais foram inspiradas pelos motivos da porcelana chinesa, verificando-se o nascimento de ilustres manufacturas de faiança, em Amesterdão, Roterdão, Antuérpia e Finlândia.

Cerâmica Tradicional

A cerâmica tradicional utiliza a argila, o Feldspato (especialmente os potássicos) e o dióxido de silício, como principais matérias-primas. Além destes elementos de base, a cerâmica tradicional pode recorrer ainda ao uso de aditivos para incrementar o seu processamento ou as suas propriedades finais.

Após ser sujeito a uma secagem prolongada  para remover a maior parte da água, o artefacto moldado é submetido a altas temperaturas (a rondar os 540°C) que lhe concedem rigidez e resistência por meio da fusão de determinados elementos da massa, estabelecendo os esmaltes nas camadas superficiais.

A cerâmica pode resultar num trabalho de cariz artístico, no qual se produzem peças com valor estético, ou num processamento industrial, pelo qual se produzem peças com um propósito utilitário. Consoante os materiais e as técnicas utilizadas, a cerâmica tem a seguinte classificação :

  • Terracota – argila cozida no forno, sem a qualidade vidrada, ainda que, por vezes, é pintada.
  • Cerâmica vidrada – os espécimes mais ilustres são os azulejos.
  • Grês – cerâmica vidrada, por vezes pintada, fabricado em pasta de quartzo, feldspato, argila e areia.
  • Faiança – louça fina resultante de pasta porosa, a qual é cozida com altas temperaturas, envernizada ou revestida a esmalte por cima da qual são pintados motivos decorativos.
Cerâmica Tradicional Portuguesa

Painel de Azulejos da Estação de S. Bento – Porto

Produtos de Cerâmica com atribuição de – Produtos Tradicionais Portugueses Qualificados, conforme lista da Qualifica.

AZULEJARIA DE SETÚBAL
AZULEJOS DA FÁBRICA VIÚVA LAMEGO
AZULEJOS SANTA RUFINA DE LISBOA
CERÂMICA DAS CALDAS DA RAINHA
CERÂMICA DE ALCOBAÇA
CERÂMICA DE PORCHES
FAIANÇA DE COIMBRA
FAIANÇAS E PORCELANAS VISTA ALEGRE
LOUÇA ARTÍSTICA DAS CALDAS DA RAINHA
LOUÇA DE ÓBIDOS (VERGUINHA)

 

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